A história da formação da Sociologia como ciência, percorreu caminhos diversos, como a maioria das ciências conhecidas.
Auguste Comte (1798-1857): Batizou a Sociologia como tal, pois até aqui, era concebida como filosofia social, embasada nas leis do Positivismo e do Organicismo.
Èmile Durkheim (1858-1917):Embora Comte seja considerado o pai as sociologia, é Durkheim quem é apontado como um de seus primeiros grandes teóricos. Esse autor definiu, em 1895, o objeto de estudo da sociologia – Os fatos Sociais: Coerção, Fatos são exteriores aos indivíduos, Generalidade (é social, todo o fato que é geral).
Neutralidade da pesquisa.
“Consciência Coletiva – Conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à medida dos membros de uma mesma sociedade, que forma um sistema determinado com vida própria.” Fatos são exteriores e independem do pensamento dos indivíduos.
Max Weber (1864-1920): Para Weber a pesquisa histórica é essencial para a compreensão das sociedades. Combinação de duas perspectivas: a Histórica, respeitando as particularidades de cada sociedade; e a sociológica, que ressalta os elementos mais gerais de cada fase do processo histórico. Objeto de estudo para Weber, é a ação social, a conduta humana dotada de sentido, isto é, de uma justificativa subjetivamente elaborada, assim, nessa teoria, o homem passa a ter significado e especificidade. O cientista deve descobrir possíveis sentidos nas ações humanas presentes na realidade social que lhe interesse estudar. Existe porém diferença entre Ação e Relação Social.. Para a teoria weberiana, os acontecimentos que integram o social têm origem nos indivíduos.
Karl Marx (1818-1883): Karl Marx tinha a intenção de contribuir para o desenvolvimento da ciência, e além disso, propor uma ampla transformação política, econômica e social. Marx, avaliou, analisou e fez leituras críticas a inúmeros autores contemporâneos e mais antigos, como por exemplo, Hegel, Adam Smith e David Ricardo. Construiu os conceitos de alienação, classes sociais, valor, mercadoria, trabalho, mais valia, modo de produção.
Alienação: Diz, que a industrialização, a propriedade privada e o assalariamento separariam os trabalhadores dos meios de produção – ferramentas, máquinas, matérias-primas e terra -, que se tornaram propriedade privada do capitalista. Alienava, também, o trabalhador do fruto de seu trabalho, que também é apropriado pelo capitalista. Assim, se dá, para Marx, a base da alienação econômica do homem sob o capital, sendo aquele alienado, separado, mutilado, só poderia recuperar sua condição humana pela crítica radical ao sistema econômico, à política e à filosofia que o excluíram da participação efetiva na vida social. E essa crítica só se faz na práxis, que é a ação política consciente e transformadora.
Classes Sociais: Para Marx, as desigualdades sociais seriam provocadas pelas relações de produção do sistema capitalista, que dividem os homens em proprietários e não-proprietários dos meios de produção. As desigualdades são a base para as classes sociais.
Salário: O operário, seria aquele que nada possuindo, é obrigado a sobreviver da venda de sua força de trabalho. No capitalismo, a força de trabalho se torna uma mercadoria, a qual pode se comprar e vender.
Bibliografias:
COSTA, Cristina. Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. São Paulo : Ed. Moderna, 2002
DALLARI, Dalmo de Abreu. O que é participação política. 5.ª Edição. Ed. Brasiliense: São Paulo. 1984
MOURA, Gerson. Tio Sam chega ao Brasil. 4.ª Edição. Ed. Brasiliense: São Paulo. 1988

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